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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Insônia - Stephen King

Sinopse: Narra o verdadeiro inferno que se transformou a vida de Ralph Roberts, um pacato aposentado que não consegue mais dormir em paz desde que a mulher morreu. O sono não chega e, o pior: a escuridão o arremessa à hiper-realidade. Acontecimentos horríveis envolvendo o povo de Derry, no Maine, onde sempre viveu, surgem como flashes em sua mente. Do dia para a noite, Ralph se vê desesperadamente envolvido em um mundo de terror. E tudo o que ele gostaria era de dormir em paz.
Mas Ralph não está sozinho nesse jogo de alucinações inexplicáveis. O químico Ed Deepneau também anda percebendo que coisas estranhas acontecem ao seu redor. Subitamente, os velhos amigos tornam-se inimigos numa guerra entre mundos invisíveis. Por que foram escolhidos? Que missão esperam deles?
Ralph e Ed precisam tomar cuidado. Ao lado, pessoas estão à espreita, mas eles não podem ver. E um fio tênue, que a todo momento ameaça desatar, sustenta suas vidas. A verdade é que a pacata cidade de Derry, na Nova Inglaterra, esconde um batalhão de forças negativas que não para de agir. O sobrenatural há muito tempo vem rondando o lugar. Agora, Ralph faz parte dele. E seus amigos também.

“Cada coisa que faço, faço-a depressa para poder fazer mais outra”

Com o surgimentos de novos autores que nos conquistam com suas história, seus enredos simples, personagens cativantes que encantam, passamos a prioriza-los e lê-los com mais avidez, e a achar que suas escritas são bons, e na verdade são, são boas histórias, boas escritas, bons argumentos.
Porém quando paramos para ler as obras como as de Tolkien, Brontë e até mesmo o nosso popular George Martin, elas nos mostram o quão a literatura atual é desprovida de complexidade, profundidade, e até mesmo descrições mais detalhadas que nos dão uma visão mais ampla da história que se lê, que as histórias atuais são boas, mas não são ótimas ou até mesmo mais do que ótimas, são apenas boas.
E ler Stephen King é isso, é ler algo mais do que ótimo, é ler uma história que nos faça refletir sobre o que se está lendo, apreciar a forma de escrita, explorar os personagens em sua totalidade, erros, acertos, e claro um aprofundamento de personalidades complexas, com um enredo complexo e um desfecho complexo que fazem com que a nossa mente trabalhe, não fique apenas em uma zona de conforto a qual passamos a nos acostumar
Insônia, a obra de King que foi lançada em 1994, classificada como terror, mas que na verdade está mais para um romance sobrenatural, traz tudo isso, toda essa complexidade que nos força a parar e ler de uma maneira que estamos nos desacostumando, nos obriga a sair da nossa mesmice e ajuda a exercitar a nossa inteligência, a nossa sagacidade, o nosso raciocínio e nos faz embarcar em uma aventura surreal, que nos faz imaginar que se tudo isso pode ser real ou não.

“O que está feito não pode ser desfeito”

Ralph Roberts,  é um viúvo aposentado, após alguns meses depois de morte de sua querida esposa, começa a sofrer de insônia. Ele lê livros, pede conselhos aos amigos e tenta todos os tipos de remédios recomendados para que possa acabar com sua Insônia, mas nada funciona.
A situação começa a se agravar, e depois que Ralph ajuda sua amiga Helen que foi espancada pelo marido Ed, ele começa a ver coisas, coisas que outras pessoas não podem ver, coisas invisíveis e intocáveis, uma manifestação de cores em cada pessoa que passa do seu lado, e acaba descobrindo que essas cores são as auras das pessoas.
Ele acha que está enlouquecendo, que há algo de errado com ele, pois depois de uma conversa surreal com seu ex-amigo Ed, acredita que pegou a loucura de seu vizinho. Porém ele descobre que sua querida amiga e amada Lois Chasse também está sofrendo de Insônia, e está vendo as mesmas coisas que ele. Assim ambos passam a ver os três doutorzinhos carecas, e descobrem que estes estão diretamente relacionados a algumas mortes em sua vizinhança e  que o  único doutorzinho malvado foi responsável pela mudança radical do temperamento de seu vizinho Ed.
O Casal fica sabendo que foram escolhidos por forças superiores para participarem de uma luta entre as forças do Desígnio e do Acaso e derrotarem o Rei Sanguinário. Apesar de não saberem porque estão nesse jogo, eles descobrem que tem estranhos poderes e que não está absolutamente sozinho nesta estranha  batalha.
Em meio a tudo isso uma defensora do aborto e defensora de mulheres que são espancadas - Susan Day - está para vir a cidade e isso está causando um grande alvoroço na cidade, violências por toda a parte. E Ralph e Lois descobrem que a guerra estará começando com a chegada da mulher e que devem fazer de tudo para que uma tragédia terrível não aconteça. Ambos lutaram contra o tempo para que morte não chegue perto daqueles que amam.

Insônia tem como personagem principal um velhinho de 70 anos, que vive  uma aventura muito louca. O enredo inicial pode não chamar a atenção de muitos leitores, principalmente de alguns jovens leitores, e tenho certeza que ao lerem os primeiros capítulos do enredo abandonarão logo em seguida, porque apesar de ser uma história muito boa, seu inicio é lento e cansativo.
Mas ao decorrer de cada página a história vai tomando forma, envolvendo e deixando o leitor apreensivo, tenso, assustado e muito curioso. Dessa forma King narra a história de um velhinho com virtudes e defeitos em uma aventura fantástica e o transformando em um herói formidável.
Além de uma trama recheada de ação, fantasia e mistérios, Insônia aborda assuntos deveras importantes que nos fazem pensar. Temas como aborto, violência doméstica, velhice, vida após a morte, a morte em si, um mundo detrás do nosso mundo, o limite entre a realidade e a loucura, quais sacrifícios podemos fazer em prol das pessoas que amamos, companheirismo, amor, a vida simples com os amigos e muitos mais.
Mas o foco principal é nos questionar se há algo além do nosso mundo real, além daquilo que estamos acostumados a vivenciar todo dia.  Será que temos mesmo livre- arbítrio para decidirmos nossos destinos ou a nossa vida já está predestinada desde o início? Será que existe um mundo além desse que nosso olhos estão acostumados a ver?
Enfim, como escrevi anteriormente, Insônia é um livro inteligente e sagaz que leva o leitor a inúmeras possibilidades e questionamentos, e que nos presenteia com um final estarrecedor e empolgante.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Menina que não Sabia Ler - John Harding

Sinopse: 1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo.
Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

É uma história curiosa a que tenho que contar, uma história de difícil absorção e entendimento, por isso é uma sorte que eu tenha as palavras para cumprir a tarefa. Se eu mesma digo isso, quando talvez não devesse, é que para uma menina da minha idade tenho um ótimo vocabulário. Extremamente bom, para falar com franqueza. Porém, devido às opiniões rígidas de meu tio em relação à educação das mulheres, tenho escondido minha eloquência, soterrado meu talento e mantido apenas as formas mais simples de expressão aprisionadas no cérebro. Tal dissimulação transformou-se em hábito e foi motivada pelo medo, pelo grande medo de que, se falasse como penso, ficaria evidente meu contato com os livros e eu seria banida da biblioteca." (fragmento)

" Quando vi esse livro na biblioteca eu disse: É esse que vou levar... Comecei a ler com tanta vontade, que quando eu vi estava praticamente terminando a história, de tão envolvente que era. Mas bem diferente das literaturas que estava lendo ultimente. Um romance no estilo gótico bem complicado e ao mesmo tempo surpreendente.

Florence e seu irmão mais novo Giles vive em uma propriedade rural abandonada na Nova Inglaterra. Eles foram deixados lá sob a tutela de seu tio, que eles nunca conheceram e que nunca chegou a visitá-los.
No inicio, as crianças levam uma vida mágica, podendo fazer o que quisessem por horas, até dias, sem que ninguém os repreenda, até que Giles é mandado para uma escola/internato.
Seu tio se recusa a permitir Florença aprenda a ler, então ela se educa, secretada por horas na vasta biblioteca da casa, inventando complicados planos de fuga e esconderijos.
Giles, incapaz de lidar com os rigores de uma escola para meninos, é mandado para casa para ser ensinado por um preceptor. Mas eles contratam uma preceptora, a Sra. Whitaker, e Florence não gosta dela, e ela tem um infeliz acidente. Mas uma nova preceptora é contratada, a Sra Taylor.
Mas Florence está convencid de que a preceptora é um espírito maligno que veio para levar Giles embora. E ela tenta fazer de tudo para que a Sra Taylor não leve Giles embora.

Não saber o que se esperar de um livro é um otimo motivo para ser continuar uma leitura. E 'A menina que não sabia ler' (se você não for olhar a sinose é claro), tem uma capa simples e o título passa a idéia de uma história em que provavelmente uma menina se esforça o máximo possível para aprender a ler. Mas esse detalhe só é acrescentado bem no inicio da narração, pois em seguida se apresenta uma trama bem complexa.
Primeiro você tem uma Florence doce e sensível, apaixonada pelos livros, preocupada com o irmão., que conquista na hora o leitor. E logo depois uma Florence obcecada e assustadora. Ela é uma menina que vive mais na imaginação do que na realidade, fazendo com que qualquer pessoa que tente chegar perto de Giles, passe a ser uma ameaça, o que transforma Florence em uma menina uma tanto esquizofrênica.
A história é narrada do ponto de vista de Florence, e podemos ver os personagens, através de seus olhos e descritos em sua linguagem peculiar. A narrativa é envolvente,cria uma tensão brilhante, onde o leitor sabe que está vindo algo ruim, mas com poucas pistas sobre a direção. E então, de repente, depois de toda aquela tensão, a história explode em um final frenético, que, embora dramático e surpreendente, perde algum impacto.
O desfecho pode até se fazer sem sentido, mas tem-se uma expeculação certeira, mas não tão satisatórios, por exemplo: Porque o tio de Florence nunca aparecia? Ou era pai? Porque ele a proibiu realmente de ler? Porque as fotos da mãe de Giles estão todas recortadas?
Há muitas perguntas sem respostas. Apesar de alguns detalhes, a escrita é fascinante. Apesar de algumas falhas, esta é uma boa e inteligente história gótica, que vale a pena ser lida.
 
Nota:  O titulo A Menina que não Sabia Ler é enganador, pois não tem nada a ver . Provavelmente a publicação no Brasil foi feita sob esse título, pra chamar a atenção, e por remotar a uma comparação com o livro A menina que Roubava Livros., atraindo assim compradores. Mas o Título Original é "Florence and Giles", que não sugere exatamente do que se trata o livro, mas muito mais apropriado. E quanto a capa aqui no Brasil também deixa a desejar, agora vejam a capa original ao lado, é bem mais sugestivo do que a nossa.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fim do Jogo - Frank Peretti e Ted Dekker

Sinopse: Frank Peretti e Tedd Dekker - dois dos mais aclamados escritores de thrillers sobrenaturais - uniram-se para escrever FIM DE JOGO. Numa casa assustadora, sete jogadores participam de um jogo mortal. Há apenas 3 regras que não fazem sentido algum, exceto para um serial killer. Ao longo do jogo, percebe-se que a única forma de vencer é perder e a única forma de sair é entrar... 

Um jogo
Sete Jogadores
Três regras.

"A vontade de ler esse livro surgiu ao saber que um dos escritores era Frank Peretti, um autor que simplesmente me apaixonei ao ler vários de seus livros, todos os que já tinha lido nenhum me decepcionou, mas não foi o caso de Fim do Jogo, que simplesmente não me convenceu tanto assim.

Fim de Jogo começa narrando Jack e Stephanie viajando para Montgomery, os dois estão em crise no casamento por causa da morte da filha, tudo começa a ficar diferente quando um carro policial os persegue, Jack para e conversa com o policial Lawdale, como eles já estão atrasados eles perguntam ao policial se não conhecem um caminho que possa levá-lo mais rápido ao seu local de destino, e o policial lhes mostra um caminho mais rápido.
Depois de andarem mais de cem quilômetros, Jack e Stephanie percebem que há algo errado com o caminho, pois já deveriam chegar a horas em Montgomery, em seguida um coisa metálica faz um barulho e o carro se desequilibra, depois de tentar salvar o carro e a si mesmo, descem do carro todo destruído, decididos caminham uns três quilômetros até encontrarem uma casa, eles se encantam com o seu interior aconchegante e acolhedor, e decidem passar a noite, para surpresa de ambos eles encontram mais um casal Randy e Leslie, que também tiveram seus carros estragados. Eles estranham essa coincidência, mas não insistem no assunto pois estão cansados e famintos, depois de se instalarem em seus quartos, eles conhecem seus anfitriões que surgem como mágica. Betty, Stewart e Pete. Depois de estabelecerem contato com seus anfitriões coisas estranhas começam a acontecer deixando os hóspedes um pouco assustados. Mas tudo começa a piorar quando Betty ver um homem estranho na frente de sua casa, tranca todas as portas e manda seus hóspedes se esconderem, quem está lá fora é o serial killer White.
Depois de discutirem como tentar se livrar do assassino uma lata caiu na lareira, e na lata dizia as regras da casa. Dando inicio ao jogo, e no amanhecer o jogo terminava.
A partira daí começa a acontecer coisas misteriosas na casa, como os hóspedes revelarem com realmente são, pois eles são pecadores. Eles precisam matar uma pessoa para poder sobreviver e enfrentar situações sobrenaturais.

Fim de jogo é um história de terror pra lá de mal escrita, quando se começa a ler, e se conhece Betty, Pete e Stewarte, tem-se a sensação de estar assistindo ao filme Pânico na Floresta, ou A Casa de Cera e filmes desse gênero, depois que acontecimentos sobrenaturais começam a acontecer, lembra aqueles filmes de mansões mal assombrada com roteiro ruim.
Toda a história é sobre um assassino que 'sequestra' pessoas pecadoras e as faz sofrer com as maldades que existem nelas, pois todos que entram na casa são mals. Mas dessa vez acontece algo diferente, uma menina entra na casa e ela é inocente, havia bondade em seu coração, e isso faz com que o a 3ª regra do jogo seja mudada, antes uma casa onde havia muita maldade, pode ter um pouco de bondade e alguém pode sobreviver.
O enredo não foi bem especificado, os personagens não foram explorados, apenas sentimentos superficiais de maldade ou até mesmo de arrependimento, seus pecados não foram bem esclarecidos. Tem situações que ficaram um pouco a desejar, pareceu algo meio forçado, como se não fizesse sentido, uma fumaça negra surge do nada, a casa produz ruídos e gritos que parecem ensurdecer, uma garota que aparece e desaparece quando bem entende, e o psicopata que parece convocar um exército de fantasmas para perseguir suas vítimas, para de forçá-los a se matarem.
Enfim o livro não me agradou em nada, para não dizer que foi completamente ruim, o personagem de Jack me agradou bastante e o final surpreendeu. Não recomendo, mas quem quiser ler, não tem nada a perder."

domingo, 7 de novembro de 2010

Literatura & Cinema: Frankenstein - Mary Shelley

Sinopse: História de terror em que o cientista Victor Frankstein cria um monstro que, trazido à vida num mundo que lhe é estranho, procura desesperadamente fugir da tortura da sua solidão. Um dos maiores clássicos de todos os tempos.

"Devo confessar uma surpreendente ignorância de minha parte, eu não sabia que Frankenstein era um livro. Ok! Perdoem-me. Poderei atenuar um pouco esse erro (ou talvez não). 

Na verdade nunca me interessei pela história, pelos filmes ou qualquer coisa relacionada com a historia do Dr. que criava um monstro. Admito que fiquei sabendo recentemente através do blog da Tábata (Happy Batatinha), que sim Frankenstein era uma obra famosa baseada em um livro. Ai sim, pela primeira vez queria saber tudo sobre a famosa história. E para minha surpresa descobri que Frankenstein era o criador e não a criatura. E pior a criatura era boa e seu criador que de certa forma um monstro, que o abandonou ao descaso.

O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para sua irmã enquanto ele está ao comando de uma expedição náutica que busca achar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar se congela, e a tripulação avista uma criatura estranha viajando em um trenó puxado por cães. Quando o navio é liberando, e em uma balsa de gelo avistam um moribundo que logo depois Robert descobre ser o doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas a irmã.

Victor Frankenstein começa contando de sua infância em Genebra como filho de um aristocrata suíço e adolescência como estudante autodidata dedicado e talentoso. Ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba estudando livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando seus pais enviam-no para estudar na Universidade de Ingolstadt, na Alemanha.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem conhece seus futuros mestres, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor acaba encontrando o segredo da geração da vida. Então dedica-se a criar um ser humano gigantesco e dotado de mais qualidades que os seres humanos normais, porém, Victor enoja-se com a sua criação ao vê-la concluída ele a abandona.

Victor Frankenstein recebe uma carta de seu pai relatando o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo a sua volta.
Frankenstein encontra com sua criatura. O monstro conta sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Como as pessoas tinham horror a ele e como aprendeu a falar e a entender a lingua escrita e como aprendeu a amar. Mas como ele foi rejeitado pelos humanos a criatura tornou-se amargurada e resolve procurar seu criador.

Ao terminar seu história, que chega a ser envolvente e as vezes aterradora, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma mulher para ele, prometendo por sua vez deixar aos humanos em paz. Caso Victor se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Contrariado, Frankenstein concorda, parte com Clerval para a Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa. Mas logo Victor se arrepende e decide destruir a sua segunda obra, destruindo assim toda a sua vida e a de sua criatura.

O tema dominante no livro é a relação de criatura e criador, com uma certa conotação religiosa muito forte, uma espécie de ironia. Questões como o avanço da tecnologia e a ciência, o modo como muitas pessoas gostariam de criar um ser humano, podendo até trazer para a nossa atualidade lembrando as tentativas de clonagem, só que no caso do livro, Victor criou outro ser.

Temas como a amizade, preconceito, ingratidão e injustiça também são abordados, outro detalhe é uma certa crítica a aparência, mostrando o horror das pessoas em relação a criatura horrenda, mesmo ele tendo boas intenções.

É uma história diferente, não achei nada aterrorizante, parece mais um romance trágico. As vezes torna-se monótono, mas sempre acontece algo que desperta o leitor. Enfim, é uma boa leitura, principalmente por se tratar de um clássico, e  pra quem gosta da escrita dos autores do séc XIX (como eu), é uma boa dica."

Adaptações
A popularidade dessa obra surgiu sobretudo a partir das várias adaptações e reescritas do romance original do século XIX. A primeira obra de adaptação do romance, ao teatro, intitula-se Presumption: or the Fate of Frankenstein (1823) de Richard Brinsley Peake.

Outra adaptação, para teatro, foi a de Henry Milner, em Frankenstein or the Man and the Monster (1826), um trabalho menor, que acentua os traços egoístas e maldosos do típico cientista louco. Depois desta representação, Frankenstein foi dramatizado em cerca de 15 versões burlescas e melodramáticas.

A história de Frankenstein foi ainda recriada nos livros de banda desenhada. De Janeiro de 1973 a Setembro de 1975, a editora americana Marvel lançou 18 publicações da colecção The Frankenstein Monster.

Surgiram também alguns grupos de música cujos nomes e filosofia se inspiraram no mito, como o grupo português Dr. Frankenstein ou o grupo norte-americano Frankenstein.

 No Cinema

A primeira adaptação para o cinema foi feita pelos Edison Studios em 1910. Foi produzida por Thomas Edison e trazia Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Este filme tornou-se um clássico do cinema.

Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em Frankenstein Encontra o Lobisomem. Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing estrelar a versão do diretor Terence Fisher que levou o título de Frankenstein tem que ser Destruído. Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: Frankenstein do diretor James Ormerod e Gothic de Ken Russell.

A série de filmes da companhia Hammer The Curse of Frankenstein (durante os anos 50 e 60); a comédia Young Frankenstein (1970, de Mel Brooks); o musical The Rocky Horror Picture Show (1975, de Jim Sharman),  Frankenstein Unbound (1990, de Roger Corman)

Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome Mary Shelley's Frankenstein, com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. Em 2004 a criatura apareceu no filme Van Helsing, dirigido por Stephen Sommers.

O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme Edward Mãos de Tesoura (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

(Fontes para cinema e adaptações retiradas do Wikipédia e Infopédia)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A hora do Vampiro - Stephen King

Sinopse: Ambientado na cidadezinha de Jerusalem`s Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade.
Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem`s Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir.
Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem`s Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.

"Sthephen King é um escritor muito popular e super comentado, nunca havia lido nenhum livro dele. E para a minha estréia com esse escritor, decidi ler A hora do Vampiro. Fora das estantes brasileiras há mais de uma década esse é um dos um dos clássicos de Stephen King que foi republicado (essa palavra existe?). Publicado originalmente em 1975, A Hora do Vampiro é inspirado em o Drácula de Bram Stoker. Segundo livro da carreira de King, a obra deu origem ao filme Os Vampiros de Salem, dirigido por Tobe Hopper, de O Massacre da Serra Elétrica.
Tinha certeza que Sthephen escrevia bem, mas ele é relamente perfeito. A forma como escreve, as descrição dos personagens assim como os sentimentos de cada um e o suspense, são por demais instigantes.
O melhor dessa história é que os vampiros não são nada bonzinhos, não têm crises existências, e para completar, nenhum traço de humanidade. Quando li Dracula de Bram Stoker, simpatizei com Drácula e ele não chegava a ser tão aterrorizante, mas Barlow é por demais assustador, esse sim, não tem como torcer para ele, o que mais se deseja é que ele morra e deixe Salém Lot em paz, os demais vampiros são sedentos de sangue e muito sangue. O livro é recheado de suspense, uma trágica história de amor, uma cidade pequena onde todos sabem da vida um do outro, segredos que pessoas provincianas escondem, uma mansão que dizem ser mal assombrada e personegens inteligentes.
Esse livro é uma boa pedida para quem gosta do gênero terror e quem curte um escritor que parece até brincar com as palavras.