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domingo, 13 de julho de 2014

O Pequeno Livro do Rock - Hervé Bourhis

Sinopse: Este livro é um diário particular do rock, escrito com base naquilo que o autor leu e ouviu durante décadas em revistas, canções e filmes que marcaram as gerações. Ilustrado através de capas de discos, letras de músicas, cortes de cabelo, fatos e boatos. O autor retrata situações curiosas sobre personagens desconhecidos. Há ainda as 'batalhas', onde Hervé lista e compara discos de dois artistas ou grupos diferentes - Chuck Berry ou Little Richard, Lou Reed ou David Bowie, Nirvana ou Pixies? 

O francês Hervé Bourhis, nascido em 1974, apaixonado por quadrinhos e muito fã de rock, escreveu o Pequeno Livro do Rock _ editora Conrad - e promove uma bela "pesquisa" sobre essa paixão que ao longo dos anos conquistou o mundo inteiro, usando os quadrinhos para mostrar o leitor um pouco sobre a história do rock de modo muito criativo e divertido.

A Graphic Novel tem como ponto central a história do rock, mas também abre um hiato para falar um pouco sobre hip hop, reggae, eletrônico, disco. Tendo início desde as primeiras batidas do rock no ano de 1915 até 0 ano de 2009. Tudo desenhado e escrito aleatóriamente de acordo com as impressões do autor. 
O autor passa por Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones, Bob Marley, Metallica, Prince, U2, Nirvana, e muitos outros artistas conhecidos no mundo do rock e alguns nem tanto. Há piadas e sarcasmo em alguns momentos criados através de artistas como Elvis. 
Ele também enfatiza culturas associadas ao rock como a literatura (Alta Fidelidade), cinema (Laranja Mecânica) e quadrinhos (Freak Brothers). O autor cria divertidas “batalhas” discográficas entre Chuck Berry e Litlle Richard, The Who e Kinks, David Bowie e Lou Reed, Michael Jackson e Prince, Nirvana e Pixies, Radiohead e Grandaddy. Nesse ponto ele instiga o leitor que é muito fã, por exemplo, a maioria das bandas que no ponto de vista dele é a vencedora, pra mim é ao contrário, o que causa uma certa rivalidade de acordo com as impressões dele.
Ele também indica várias músicas que fizeram sucesso em cada ano que vai surgindo, das boas as ruins. Até o Brasil dá o ar da graça com a famosa bossa nova e o rock pesado de Sepultura. 

O Pequeno Livro do Rock é um tributo divertido, desleixado e anárquico sobre o tão amado e odiado rock and roll.  A graphic Novel é super interessante, vale a pena ser lido, obviamente faltam muitas bandas, bandas importantes que não estão ali, mas não se deve esquecer duranta a leitura que o que está ali não é só uma pesquisa, é o ponto de vista do autor, sua paixão e o que ele absorveu durante toda a evolução de cada década. O autor meche com o fã, discordando que algumas bandas não são tão boas, o que faz o leitor pensar "até parece, não tenho do que reclamar, amo essa banda" e também "nada a ver essa banda que ele está dizendo que é tudo isso."

Pra quem curte o gênero musical e precisa saber um pouquinho mais, descobir bandas novas e ouvir novamente as velhas bandas preferidas, ou só ter algo diferente e divertido para ler sobre o gênero, não tem como negar, a graphic novel é mais do que indicada.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Comédia Trágica ou a Trágica Comédia de Mr. Punch - Neil Gaiman e Dave Mckean

Sinopse: Em Portsmouth, cinzenta cidade do litoral da Inglaterra, um garoto passa uma temporada inesquecível na casa dos avós. Um período de amadurecimento e descobertas, reveladas por personagens insólitos: seu tio-avô Morton, marcado desde a infância por uma deficiência física; uma misteriosa mulher, que ganha a vida interpretando uma sereia, e Swatchell, um artista com um passado obscuro. À medida que as histórias desses personagens se entrelaçam e se desdobram, o garoto é forçado a confrontar segredos de família, estranhos fantoches e um pesadelo de violência e traição, em uma sombria fábula sobre o fim da infância - e da inocência - e a passagem para a vida adulta. 

“Não estou falando sobre nada fantástico aqui. Você mesmo pode tentar – encontre um fantoche, coloque-o no braço, dobre a mão, mexa os dedos. E, de algum modo, no tênue espaço entre um momento e outro, o fantoche ganha vida.”

A Comédia trágica ou trágica comédia de Mr. Punch é uma graphic novel de Neil Gaiman ilustrada por Dave Mckean sobre “um garoto que passa uma temporada inesquecível na casa dos avós.”
Não há necessidade de uma resenha completa, pois a própria sinopse da graphic novel já diz tudo. Mr. Punch é uma história muito bizarra. Se o leitor começar lendo como um livro infantil terá uma grande surpresa, pois a história é totalmente mórbida e no geral não tem sentido algum.
Somos apresentados no inicio da narrativa a um estranho fantoche chamado Mr. Punch que inicia-se cometendo seu primeiro assassinato, sem contar que já notamos um ambiente estranho e bizarro que é inapropriado até para alguns adultos, e pasmem Mr. Punch é um assassino e suas peça são apresentadas para crianças, totalmente assustador.

Toda a narrativa é muito esquisita, e vai contado a história do garoto e seu passado obscuro e mostra de certa forma como sua personalidade mudou de acordo com o que viveu na infância, alternando entre a sua idade na infância e momentos vividos com as pessoas mais estranhas que passaram pela sua vida, cheias de segredos e de mistérios. Dizem que pode-se tirar muitas reflexões do enredo, mas sinceramente não vi nada pra se tirar dali, não vejo o que se pode aprender com uns fantoches loucos e assassinos.. e pessoas pra lá de bizarras...

Sou fã de hq's, mangás e confesso que prefiro imagens mais interessantes, bem desenhadas e inteligíveis, e essas  de Mr. Puch por favor totalmente medonhas, isso do meu ponto de vista, porque como eu entendo um pouco de arte e ilustrações Mckean se superou fez uma arte muito interessante, e passou todo o terror que o enredo retrata, mas não me agradou.
Não recomendo a graphic novel, a não ser que queira alguma coisa realmente muito sombria e claro por ser de Gaiman, só isso já vale a leitura, o livro ganhou duas estrelinhas por causa da arte louca e impressionante de Mckean e claro pela narrativa poética e perfeita de Neil Gaiman, apesar da história não ter me agradado e nem as ilustrações não posso deixar de reconhecer o talento de ambos, está ali impregnado para quem quiser ver e ler.