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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E tudo um dia se vai...


Querendo ou não a vida é assim, tudo um dia se vai, apesar das surpresas, dos mistérios, das alegrias que raramente notamos, a vida é assim; de idas e vindas, chegadas e partidas...

Vivemos cada dia achando que somos imortais, e o dia passa, a noite passa, a semana passa, a vida passa, e nunca paramos pra ver o que está acontecendo ao nosso redor, às vezes só vivemos o momento, não notamos, não o agarramos, deixamos passar o que está a nossa volta, não olhamos as pessoas que nos cercam, que fazem nosso dia ser especial, ser único, ser diferente, ser mágico... Não paramos para ver suas ações, suas emoções, suas expressões, ou até mesmo o que elas estão pensando, o que querem, o que desejam...

Na maioria das vezes tudo passa tão despercebido, porque temos aquela segurança e certeza de que amanhã veremos novamente as pessoas que nos amam e amamos de volta, estamos tão acostumados com essa rotina, com esse circulo que se repete e se repete, querendo ou não nossa atenção nos é roubada, não porque queremos, mas por causa dessa certeza.

Mas quando algo trágico acontece é que a nossa zona de conforto é abalada, é que abrimos os olhos, e paramos abismados para ver o que aconteceu. E milhões de pensamentos passam em nossas cabeças, em nossas vidas. E todas as coisas que planejávamos fazer, ou deveríamos ter feito com as pessoas que amamos, tornam-se impossível, e junto com todo esse movimento como a de um filme passando pelas nossas mentes com aquele tema musical de fundo dos titãs "devia ter amado mais, ter chorado mais, arriscado mais...", nos mostra que o que estamos vivenciando não pode estar acontecendo, não pode ser real, e esses sonhos e desejos se partem.

E então vem a dor, aquela dor, a dor de um amor que se foi, de um amigo que não se tem mais, de um parente que nunca mais se irá ver, de um inimigo que não poderá mais odiar... E sim aquela dor, a dor misturada com a tristeza, com a saudade, nostalgia, com a incerteza, a incerteza do amanhã, do que não poderá ser feito e nem desfeito... Aquela dor cheia de vazio, vazio deixado pela pessoa amada...

E nessa hora todos os momentos bons e ruins passados com que amamos, passam a ser tão importante; aquela roupa brega que eles usavam, mas achavam o máximo, passa a ser o look da estação, aquela música horrorosa, passa ser a melhor do mundo, aquele filme ruim, mas tão ruim, passa a ser considerado para um Oscar, e todas aquelas brigas inúteis e sem sentido, passam a não fazer mais sentido ainda... E todas os desentendimentos, brigas, picuinhas, passam a ser irrelevantes.

Aí chega alguém chamado Tempo e se instala em nossas vidas, e tudo vai passando, e passando, e a dor vai amenizando, deixando aquela saudade infinita, com aquela dor que não machuca mais, e que mantêm na memória todos os momentos felizes que vivemos, e quando lembramos, aquele meio sorriso vem aos lábios, balançamos a cabeça e pensamos "Não acredito que fizemos isso". E passamos a entender que tudo o que vivemos foi o suficiente, o suficiente para ficar registrado na memória, para se tornar imortal, mesmo que um dia tudo o que conhecíamos se vá, que a gente se vá, que tudo a vida e tudo se vá....

- Minha homenagem a todos que perderam alguem especial, tanto em algum momento da vida, ou pela morte.... Em especial as pessoas que deixaram esse mundo em Santa Maria.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Gostar é tão fácil que ninguem aceita aprender...


Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:   aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.  
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.  
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí, 
Amores mesmo, bravios, gigantescos,  descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. 
Apenas isso: bonitos,  belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.  
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente  porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem;  enchem-se de razões. Sim, de razões. 
Ter razão é o maior perigo no amor.  
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar,  de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.  
Ter razão é um perigo:  em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.  
Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? 
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? 
Talvez não. 

Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar,  para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. 
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito.  
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. 
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito. 

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.  
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.  
Saia cantando e olhe alegre. 
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”,  arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.  
Para quem ama toda atenção é sempre pouca.  
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. 
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. 

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas,  atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.  
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança.  
Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonita fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto),  sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca,  deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. 
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.  
Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma.  
Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você.  
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

Arthur da Távola

segunda-feira, 14 de março de 2011

Inverno no Rincão - Léo Kades

Sinopse: Inverno no Rincão fala sobre vencer a dor e o medo e recomeçar com uma mente renovada. Apresenta pensamentos muitos comuns em momentos de reflexão como esse, portanto, é sobre solidão, angústia, perda, amor, felicidade, superação, paixão, esperança e espiritualidade. Muitas páginas falam sobre minhas próprias experiências, além de tratar casos de pessoas anônimas que riem ou choram, às vezes desamparadas, outras vezes cheias de alegria e vigor, mas que possuem em seus corações a sede de viver e sonhar. Foi pensando em pessoas anônimas, mas que enfrentam experiências como a que eu mesmo enfrentei, e que por um ato divino e não coincidências possam estar lendo esse livro, é que escrevi “Inverno no Rincão”. Esse pequeno livro é para pessoas que anseiam reescrever sua história ou mesmo possam estar buscando alento para o coração cansado, e através de uma auto análise de suas vidas possam encontrar esperança para essa longa caminhada que chamamos de VIDA. 

Rincão é um lugar que se parece muito com a vida de todos nós. O verão é movimentado, barulhento, com alegria por toda a parte, e as pessoas vagam para lá e para cá. É uma verdadeira festa. Pessoas vêm de todos os lugares em busca de algo que as faça feliz (...) Mas quando o inverno chega, o Rincão se torna um lugar deserto, cinza e frio (...). Nessas horas, descobrimos o verdadeiro sentido do Rincão; é um lugar para refletir sobre o verdadeiro valor da vida, e com as forças renovadas, recomeçar. (fragmento)

"Todas as pessoas passam por problemas na vida, algumas dificuldades, algumas batalhas... Algumas em grandes escalas e outras em escalas bem menores... mas todos passam...
Na maioria das vezes são nossas escolhas que nos levam para caminhos tortuosos, mas de vez em quando são as escolhas de outras pessoas ao nosso redor que de alguma forma acabam nos atingindo e muda o rumo a qual deveriamos tomar....
E muitas dessas escolhas, tanto as nossas quanto as das pessoas que nós amamos, de algumas forma nos atigem e acaba acarrentado tanto escolhas boas quanto escolhas ruim... há sempre vários caminhos, mas as vezes algumas da nossas escolhas parecem ser mais fáceis, que no futuro pode se mostrar a mais dificl de todas....
Inverno no Rincão trata de uma curta biografia do autor Léo Kades, não aquela biografia que conhecemos em contar os detalhes da vida de uma pessoas, mas uma espécie de biografia reflexiva, onde o autor com as suas experiências, tanto as boas quanto as ruins, tenta passar para o leitor através de suas experiências que por mais negra a vida possa ter sido, sempre há um lugar para recomeçar, sempre há um novo amanhã, sempre haverá um otimo amigo no caminho, um perfeito amor, e Deus todos os dias para dar forças aqueles que precisam, e que apesar de uma escolha ruim, sempre há uma chance de escolher algo bom, na próxima rua, na próxima esquina ou na próxima estrada...
O livro é composto em duas partes, a primeira conta um pouco da vida do autor em que ele mostra que é possivel superar todos os obstáculos e seguir em frente, e a segunda é composta por belas poesias e poemas sobre cada momento vivido, cada momento sentido, derramado em lágrimas e posteriomente transformados em belas palavras...
É realmente um livro para pessoas que anseiam reescrever sua história e encontrar nas belas palavras deste livro um novo amanhã iluminado, sem os medos da escuridão."

Nota: Esse é o primeiro livro resenhado por mim da nova Editora Dracaena,que ainda está começando, mas está trazendo várias coisas boas... E em breve (tipo final de março, começo de abril) galerinha meu livrinho será publicado por ela. XD

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uma Mística Cristocêntrica

Esse trecho foi tirado do livro O apóstolo dos Pés Sangrentos e relata de forma incrível o mesmo sentimento que tenho por Jesus, para que não conhece o livro.. Recomendo.. Ele é lindo... De uma profundidade estarrecedora, emocionante, da luta de um Sadu que tentou de todas as formas em sua vida, ser igual a Jesus! Não deu para colocar todo o capitulo por ser muito grande, mas essa pequena parte já vale muito.

Retirado a partir da pag 75 a 76... Perfeito demais... Faço das palavras dele as minhas...

Quando agitamos violentamente uma bússula, a sensivel agulha gira desorientada por alguns instantes; tremula depois a procura do rumo, e, afinal, fixa-se apontando o Norte.
Com a vida do sadu aconteceu algo semelhante: agitado pelo desejo de ter paz, amargou anos de desorientação e sofrimento. Porém, desde o dia em que viu Cristo e se converteu, sua vida encontrou o rumo definitivo, que nunca mais abandonaria. Cristo passou a ser tudo para ele.
Quando lia o evangelho, seu rosto transfigurava-se. Chegou a conhecer de cor a narrativa da vida do Mestre. "O propósito único dos Evangelhos é dar-nos a conhecer Cristo".
"Cristo é meu Salvador. É minha vida. É tudo para mim no Céu e na Terra. Certa vez viajei por uma região arenosa, ficando cansado e sedento. Subi a uma colina e procurei agua. A visão de um lago distante trouxe-me alegria e revigorou-me a esperança. Longo tempo caminhei na sua direção, mas nunca o atingi. Mais tarde percebi que havia sido miragem - apenas ilusão de agua, resultante da refração dos raios solares. Mas não existia ali agua alguma. Assim também caminhei em minha vida, a procura da Agua Viva. As coisas do mundo: riquezas, posição, honra e luxo, pareciam um lago e bebendo agua pensei que a sede espiritual cessaria. Mas não encontrei uma gota que me saciasse. Morria de sede. Quando meus olhos se abriram, vi os rios de agua viva que fluem do seu lado ferido. Bebi dessa agua e senti-me satisfeito. Desde então, sempre tenho bebido da Agua da Vida e nunca mais senti sede no deserto deste mundo. O meu coração está cheio de gratidão.
"Sua presença me da paz que sobre passa todo o entendimento, sejam quais forem as circunstâncias em que eu me encontre. Na perseguição encontrei paz, alegria, felicidade. Nada pode tirar-me a alegria que encontrei no meu Salvador. Em casa Ele está comigo. Na prisão acompanha-me. Por ele a prisão ja foi transformada em céu e a cruz em fonte de bênçãos. Segui-lo e carregar a sua cruz é tão doce e precioso que, se no Céu não houve uma cruz a suportar, pedir-lhe-ei que me mande como seu missionário - ao Inferno, se necessário - para que ao menos ali eu tenha a oportunidade de carregar a sua cruz. Sua presença transformará o próprio inferno e Céu. Como o mundo não pode expressar a doçura do mel, assim o pecador salvo não pode externar a doçura da sua Presença no coração. Somente a linguagem celestial poderia da expressão adequada a essa paz celestial. Mesmo que eu me encontre em perigo, em tentação, rodeado do pecado e tristeza, por Ele, que me deu a sua vida, sou salvo. Embora o mar seja salgado, os peixes vivem sempre nas suas aguas. Não ficam também salgados, porque vivem. Assim é com os que nele recebe vida - embora vivam no mundo, não são do mundo. Não apenas aqui, mas também no Céu nós nos encontraremos a nós mesmo nele."