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quinta-feira, 31 de março de 2011

Literatura & Cinema: Dom Quixote - Cervantes

Sinopse: Obra concebida como novela curta e escrita em duas partes distintas, Dom Quixote foi inspirado em um caso real de loucura. Opondo-se à irrealidade das novelas de cavalaria, ainda muito lidas na Espanha da época, Cervantes teria pretendido fazer uma sátira dessa "propaganda" cavaleiresca e dos que se armavam cavaleiros às cegas. Mas a caricatura de um estilo fantasioso se transformou no retrato da aventura humana, no perfil do homem dividido entre o sonho e a realidade. A influência de Dom Quixote - uma das maiores obras-primas da literatura de todas as épocas - estendeu-se, através do tempo, a escritores, pintores, escultores, dramaturgos, cineastas, músicos, cada um dando sua versão pessoal do "cavaleiro da triste figura" e de seu fiel escudeiro: Dom Quixote e Sancho Pança.

Dom Quixote foi um obra bem difícil de ler, foi realmente um desafio. Mas com certeza valeu a pena.
Dom Quixote de La Mancha é um livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra. O título e ortografia originais eram El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605. É composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615.

É considerada a grande criação de Cervantes. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Em princípios de maio de 2002, o livro foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelo Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.

A história de D. Quixote se passa em uma pequena aldeia da Espanha, na província da Mancha. De tanto ler historias de cavalaria, um fidalgo espanhol de uma certa idade, passa a acreditar nos efeitos heroicos dos cavaleiros medievais.

Tinha nome nobre, porém, poucas posses. Vivia em um velho casarão, com uma jovem sobrinha, uma governanta e um rapaz que cuidava da fazenda. A casa tinha uma extensa biblioteca, sendo os livros, a maioria de cavalaria. O seu nome verdadeiro era Dom Alonso Quixano. De tanto acreditar nas histórias dos cavaleiros, decidiu, ele mesmo, tornar-se um cavaleiro andante. Muda o nome para Dom Quixote de la Mancha. Para tanto, recorre a uma armadura enferrujada que fora de seu bisavô, confecciona uma viseira de papelão. Elege então uma lavradora que só conhece de vista e a chama de Dulcinéia. para ser sua eterna dama amada. Depois de tomar essas providências, monta em seu decrépito cavalo Rocinante e foge de casa em busca de aventuras.

Sai sozinho de casa. Seu plano é andar pelo mundo, desfazendo injustiças, salvando donzelas e combatendo gigantes e dragões.  Após um dia inteiro de caminhada sob o sol, encontra com uma estalagem, que em sua mente perturbada o transforma num castelo, onde pede para ser ordenado cavaleiro pelo estalajadeiro. No dia seguinte, ao atacar um o grupo de comerciantes que vê como adversários, cai de Rocinante e tem seu corpo moído por pauladas. Um conhecido da aldeia encontra o cavaleiro e o conduz novamente à sua casa. Seguindo aos conselhos do Pe. Tomás e do barbeiro Nicolau, a ama e a sobrinha queimam seus livros e lacram a porta da biblioteca.

Depois ele pergunta pelos seus livros e dizem que eles sumiram, Dom Quixote, pensando tratar-se de uma magia de algum cruel feiticeiro, resolve voltar à aventura, agora acompanhado do escudeiro Sancho Pança: um ingênuo lavrador, que aceita seguir o fidalgo pela promessa de uma ilha para governar.

Em suas andanças, Dom Quixote encontra moinho de vento que confunde com gingantes. Mas adiante confundindo dois rebanhos de carneiros com exército de inimigos. Vê um cavaleiro de elmo dourado em um barbeiro; ajuda criminosos a fugirem, pensando estar libertando escravos. De suas desventuras, restam-lhes sempre os enganos, as surras, as pedradas e as pauladas.

É difícil escrever sobre uma obra tão popular, principalmente por se tratar de uma obra que é super aclamada pela crítica. Então não tenho realmente muito o que falar além do que o autor criou uma história extraordinária. Uma realidade misturada com a fantasia, onde os personagens é que formulam essa fantasia. Uma escrita bem desenvolvida, várias historias engraçadas e malucas, donzelas belíssimas de manterem os corações de quem as amam eternos prisioneiros.

E o mais legal é que Dom Quixote mostra que estava praticamente cansado daquela vida, e queria emoção, ser reconhecido, aventuras e glória. E decidiu sair a fazer o que acreditava (imagina se eu corresse atrás das aventuras que leio?), e apesar de tudo ir mal ele ainda acredita nos seus ideais.

O que não me agradou na obra foi a tradução que li, tinha muitas palavras complicadíssimas, claro que não prejudicou o entendimento, mas realmente deu um certo trabalho, e na verdade tem momentos do livro que não me agradaram, como as grandes conversas 'reflexivas' dos cavaleiro andante e seu fiel escudeiro, mas algumas histórias que são acrescentadas no enredo lembra mais como a contos de fadas com finais tristes, como a história da pastora Marcela e outras que tem no livro, e segundo a crítica é uma sátira feita as cavaleiros da época e a sociedade. Na verdade se fosse fazer mesmo uma análise da obra daria para escrever um livro, pois pode ser analisado de diversos ângulos.

Se o leitor tem tempo e paciência para ler, leia, pois é um livro que requer muita concentração para que se possa interpretá-lo e entendê-lo."
Com obra tão famosa é impossível não ter inspirado um filme, os mais conhecidos são Don Quijote de Orson Welles de 1992, Don Quixote realizado por Peter Yates de 2000, e Donkey Xote uma versão de animação produzida em 2007