quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fim do Jogo - Frank Peretti e Ted Dekker

Sinopse: Frank Peretti e Tedd Dekker - dois dos mais aclamados escritores de thrillers sobrenaturais - uniram-se para escrever FIM DE JOGO. Numa casa assustadora, sete jogadores participam de um jogo mortal. Há apenas 3 regras que não fazem sentido algum, exceto para um serial killer. Ao longo do jogo, percebe-se que a única forma de vencer é perder e a única forma de sair é entrar... 

Um jogo
Sete Jogadores
Três regras.

"A vontade de ler esse livro surgiu ao saber que um dos escritores era Frank Peretti, um autor que simplesmente me apaixonei ao ler vários de seus livros, todos os que já tinha lido nenhum me decepcionou, mas não foi o caso de Fim do Jogo, que simplesmente não me convenceu tanto assim.

Fim de Jogo começa narrando Jack e Stephanie viajando para Montgomery, os dois estão em crise no casamento por causa da morte da filha, tudo começa a ficar diferente quando um carro policial os persegue, Jack para e conversa com o policial Lawdale, como eles já estão atrasados eles perguntam ao policial se não conhecem um caminho que possa levá-lo mais rápido ao seu local de destino, e o policial lhes mostra um caminho mais rápido.
Depois de andarem mais de cem quilômetros, Jack e Stephanie percebem que há algo errado com o caminho, pois já deveriam chegar a horas em Montgomery, em seguida um coisa metálica faz um barulho e o carro se desequilibra, depois de tentar salvar o carro e a si mesmo, descem do carro todo destruído, decididos caminham uns três quilômetros até encontrarem uma casa, eles se encantam com o seu interior aconchegante e acolhedor, e decidem passar a noite, para surpresa de ambos eles encontram mais um casal Randy e Leslie, que também tiveram seus carros estragados. Eles estranham essa coincidência, mas não insistem no assunto pois estão cansados e famintos, depois de se instalarem em seus quartos, eles conhecem seus anfitriões que surgem como mágica. Betty, Stewart e Pete. Depois de estabelecerem contato com seus anfitriões coisas estranhas começam a acontecer deixando os hóspedes um pouco assustados. Mas tudo começa a piorar quando Betty ver um homem estranho na frente de sua casa, tranca todas as portas e manda seus hóspedes se esconderem, quem está lá fora é o serial killer White.
Depois de discutirem como tentar se livrar do assassino uma lata caiu na lareira, e na lata dizia as regras da casa. Dando inicio ao jogo, e no amanhecer o jogo terminava.
A partira daí começa a acontecer coisas misteriosas na casa, como os hóspedes revelarem com realmente são, pois eles são pecadores. Eles precisam matar uma pessoa para poder sobreviver e enfrentar situações sobrenaturais.

Fim de jogo é um história de terror pra lá de mal escrita, quando se começa a ler, e se conhece Betty, Pete e Stewarte, tem-se a sensação de estar assistindo ao filme Pânico na Floresta, ou A Casa de Cera e filmes desse gênero, depois que acontecimentos sobrenaturais começam a acontecer, lembra aqueles filmes de mansões mal assombrada com roteiro ruim.
Toda a história é sobre um assassino que 'sequestra' pessoas pecadoras e as faz sofrer com as maldades que existem nelas, pois todos que entram na casa são mals. Mas dessa vez acontece algo diferente, uma menina entra na casa e ela é inocente, havia bondade em seu coração, e isso faz com que o a 3ª regra do jogo seja mudada, antes uma casa onde havia muita maldade, pode ter um pouco de bondade e alguém pode sobreviver.
O enredo não foi bem especificado, os personagens não foram explorados, apenas sentimentos superficiais de maldade ou até mesmo de arrependimento, seus pecados não foram bem esclarecidos. Tem situações que ficaram um pouco a desejar, pareceu algo meio forçado, como se não fizesse sentido, uma fumaça negra surge do nada, a casa produz ruídos e gritos que parecem ensurdecer, uma garota que aparece e desaparece quando bem entende, e o psicopata que parece convocar um exército de fantasmas para perseguir suas vítimas, para de forçá-los a se matarem.
Enfim o livro não me agradou em nada, para não dizer que foi completamente ruim, o personagem de Jack me agradou bastante e o final surpreendeu. Não recomendo, mas quem quiser ler, não tem nada a perder."

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ilustrações Inspiradas em Alice.

Oi queridos leitores, a minha semana foi praticamente no mundo da Alice, como tinha falado, o livro não me agradou, mas eu sou encantada pela história dela, então como aqui nós também falamos de arte, admirem as ilustrações inspiradas em Alice e suas aventuras.


São  vários ilustradores, cada um com sua própria característica e técnica, diferenciando roupas, traços e paisagem, mas sem deixar de mostrar a história e a beleza de uma arte.

















Para conferir mais inspirações acesse: Alice: Deviantart

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cine Pipoca: Alice no país das Maravilhas

 Ficha Técnica:
Titulo Original: Alice in Wonderland
Gênero: Aventura e Fantasia
Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Elenco: Mia Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)
Sinopse: Alice, agora aos 19 anos, está em uma festa da nobreza em Oxford, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou quando tinha seis anos mas não se lembrava mais. Lá ela é novamente saudada pelo Coelho Branco, o Ratão, o Dodo, os gêmeos Tweedledee e Tweedledum e várias flores falantes. Eles discutem sobre a sua identidade como "a verdadeira Alice".

"O livro inspirou várias adaptações cinemagráficas e televisivas. Porém os filmes originais e mais conhecidos mundialmente são Alice in Wonderland (1951), filme de animação tradicional da Walt Disney Animation Studios e Alice in Wonderland (2010) Filme dirigido por Tim Burton, com a participação de Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco. 
Sempre fui muito fã de Tim Burtton, sempre gostei dos seus filmes sombrios. Quando Ele anunciou junto com a Disney a nova versão de Alice no País das Maravilhas as minhas expectativas foram às alturas.
Depois de ler ao livro, cheguei a conclusão que não podiam ter escolhido ninguém melhor para essa empreitada. Nesse longa, Alice é a visão de Tim Burton inspirada nos dois livros nos quais se baseia (Alice no país das Maravilhas e Alice através do espelho), o longa conta um terceira história.

Alice não é mais pequena. Ela está com 19 anos, e não ver a menor graça em suas obrigações, e não gosta do modo como deveria se comportar no mundo aristocrático em que vive.
Em uma reunião com alguns aristocratas da alta sociedade Alice está prestes a descobrir que irá ser pedida em casamento e isso a apavora. Como que para salvá-la da situação, como no começo de tudo, Alice vê o coelho que acaba levando-a para a toca. Cai, então, em um buraco e vai parar no País das Maravilhas.
Ela já havia visitado aquele mundo antes, mas achava que era apenas um sonho. Ela encontra tudo mudado. A Rainha de Copas está no poder - e continua mandando cortar cabeças. O Chapeleiro Maluco e a Rainha Branca  esperam sua heroína (Alice) para colocar ordem no Mundo Subterrâneo, pois eles acreditam em uma profecia antiga. Mas Alice não sabe se ela é essa pessoa. Assim Alice irá descobrir o que terá que fazer e criar coragem para enfrentar uma luta entre o bem e o mal.

Os personagens e as histórias de Carroll se misturam às novas idéias do roteiro. A Rainha Vermelha continua sendo louca, com o seu eterno bordão de 'Cortem as cabeças'. Tão importante quanto a protagonista é o papel do Chapeleiro Maluco. Fundamental na trama, ele é o primeiro a reconhecer que a atual garota é a mesma Alice de antes e a ajudará a enfrentar os perigos que a esperam. O Gato que Ri (Cheshire) é, sem dúvidas, um dos personagens mais interessante do filme, seu visual ficou tão perfeito que não tem como não se encantar, pena que ele aparece pouco no filme.
O filme é simplesmente expetacular, aliada ao uso correto da tecnologia, ele mostra cenários maravilhosos, figurino de tira o folêgo e interpretações expetaculares, principalmente as de Johnny Depp e  Helena Bonham Carter, eles simplesmente arrebetaram em suas interpretações, além de ter um expetáculo visual nota 10.  Um filme memorável, para o expectador Alice é uma experiência fantástica. Eu simplesmente adorei.
Para quem leu as obras, pode-se dizer que o longa de Tim Burton é uma terceira aventura de Alice, que não perde em nada comparado aos originais, louco, instigante e super fantasioso."


*A Disney em parceria com a editora Caramelo criou o "Guia Visual do Filme de Tim Burton". O livro mostra os cenários e personagens do Mundo Subterrâneo, o castelo da Rainha Vermelha, as criações do Chapeleiro Maluco e também o assustador Jaguadarte. O livro também apresenta a protagonista Alice, sua origem, os cenários e todos os personagens do País das Maravilhas. A obra é ilustrada com fotos do filme de Tim Burton, "Alice No País das Maravilhas".

*A trilha sonora instrumental do filme foi composta pelo Danny Elfman que já contribuiu diversas vezes com o diretor Tim Burton. Já a trilha cantada contou com a participação de diversos cantores e bandas, incluindo Robert Smith, Tokio Hotel, Avril Lavigne e All Time Low, 3OH!3. A música-tema do longa é a canção "Alice", da cantora Avril Lavigne

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Alice no país das Maravilhas - Lewis Carroll

 Sinopse: Alice's Adventures in Wonderland (frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland"), é a obra mais conhecida de Lewis Carroll, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro. 

"Todo mundo conhece a história da Alice no País das Maravilhas, podem ate nunca ter visto o filme ou lido o livros, mas é impossível alguém não conhecer.

Talvez por saber mais ou menos do que se tratava a história, ele não tenha me conquistado tanto, pois fui com bastante expectativas na leitura e acabou me decepcionando bastante, os filmes são muito mais interessantes que o próprio livro.

Em uma tarde sentada com sua irmã, Alice estava cansada de não ter nada para fazer, tinha olhado para o livro que a irmã lia uma ou duas vezes, mas como não tinha imagens ou conversas, e para que serve um livro?- pensou a Alice, sem imagens ou conversas? Assim considerava, na sua mente, quando ela vê o Coelho Branco murmurar, mas não acha nada estranho, porém quando ele tira um relógio do bolso, ela percebe que tudo aquilo é muito estranho. Ela decide correr atrás do coelho, caindo em um enorme buraco, indo parar no País das Maravilhas.
Lá ela passa por vários lugares, conhece vários seres estranhos como o Leirão, o Chapeleiro, o Dodo, a Largata azul, e vive algumas aventuras estranhas e tem conversas pra lá de confusas.
 
Eu não sou ninguém importante para falar sobre esse livro, pois ele é um clássico aclamado por todos os lugares há muitos anos e tem conquistado milhares e milhares de fãs. 
Ele é realmente um livro surpreendente e a história improvável conquista, e a personagem inteligente de Alice é muito surreal, além de ter diálogos bem interessantes e que aguçam a mente a se esforçar mais quando se ler. É uma obra clássica da literatura inglesa aclamada pela crítica.

Mas independente desses pontos positivos, eu não gostei do livro. É sem nexo demais, a escrita é confusa e o país das maravilhas parece mais o país dos horrores, há muito mais confusão do que uma boa história, e apesar de falar de uma criança, tem muito mais de filosofia e de indagações do que se espera de um conto de fadas."

Polêmicas Curiosas
Publicada em 1865 as aventuras doidonas de Alice sã uma história sem "moral de historia", com referências a drogas, delírios e criticas políticas.

1. O nome da protagonista foi escolhido como homenagem a garotinha Alice Lindell, amiga do autor inglês Lewis Carroll. E o livro nasceu quase na marra, após contar historias que inventara na hora para Alice e as duas irmãs da menina, Carroll foi convencido a colocar tudo no papel.

2. O coelho atrasadinho que está sempre estressado, é interpretado como uma critica do autor a repressora sociedade inglesa da época

3. Ta tudo azul para a lagarta que Alice encontra fumando um baita narguilé. A geringonça e o fato do bicho falar lentamente, 'viajando' e filosofando, são até hoje associados ao consumo de ópio. A droga que atualmente é legal tinha um uso medicinal na epoca de 1865.

4. A lagarta doidona explica que comendo do cogumelo em que está sentada pode fazer Alice crescer ou diminuir de tamanho. Isso é claramente uma referência a cogumelos alucinógenos.

5. O habitante mais alucinado do País das Maravilhas, aparece e desaparece em vários momentos da trama, seja de corpo inteiro ou mostrando apenas o sorriso. Especula-se que o gato possa ter surgido das inúmeras enxaquecas do autor, que relatou vários episódios alucinações em seu diário.

6.  Alice topa com o Chapeleiro Maluco em um tradicional chá das cinco inglês. Na época em que a história foi escrita, muitos chapeleiros enlouqueciam de fato, por causa da exposição ao mercurio, usado na fabricação de chapéus.

7.  Para muita gente Lewis Carroll escrevia sob efeito de drogas, mas isso nunca foi provado. (fonte Mundo Estranho)

A história da verdadeira Alice
Alice Pleasance Liddell (4 de Maio de 1852 - 15 ou 16 de Novembro de 1934) era filha do deão da Christ Church, onde Charles Lutwidge Dodson lecionava matemática. Ele ficou mais conhecido pelo seu pseudônimo, Lewis Carroll, com o qual publicou dois livros infantis, "Alice no país das maravilhas" (1865) e "Através do espelho" (1872), ambos escritos sob inspiração de Alice Liddell.

Alice Liddell nasceu em 4 de maio de 1852 e foi a segunda filha (terceiro filho) de Henry George Liddell, deão da Christ Church College, em Oxford, na Inglaterra. Em fevereiro de 1856, Henry Liddell assumiu o cargo de deão, e Charles Dodgson, na época bibliotecário da Christ Church, conheceu Alice e apaixonou-se. Ela tinha apenas 3 anos de idade. Ele a encontrou em 25 de abril, quando ela participava de uma sessão de fotos com seu amigo Reginals Southey. Ele pode fotografá-la, junto com suas duas irmãs em 3 de junho.

O envolvimento platônico de Dodgson com crianças é bem conhecido, embora a palavra pedofilia soe forte hoje em dia. Alice tornou-se a maior paixão de Dodgson e fonte constante de inspiração para seus dois mais conhecidos livros, embora ao final da escrita de "Alice no país das maravilhas" a amizade estivesse diminuindo. Alice tinha 20 anos de idade quando o Príncipe Leopoldo (o filho mais novo da Rainha Victória) chegou na Christ Church, tendo sido aluno de 1872 até 1876. Houve rumores de um romance entre ambos.

Em 1880 Alice se casa com Reginald Hargreaves. Dodgson não estava presente no casamento, mas enviou a ela, por meio de um amigo, um presente. Ela teve três filhos, os quais viveram com ela até sua morte em Hampshire. Curioso que ela tenha chamado seu primeiro filho de Leopoldo, e o Príncipe tenha chamado sua filha de Alice. Durante sua vida ela dedicou-se, em parte, a divulgação dos contos infantis feitos sob sua inspiração.

Alice ainda vendeu em 1915 o manuscrito original, que Dodson havia lhe presenteado depois de criar a história junto com seu pai, por £15,400, um belo preço considerando que o documento se tratava de um manuscrito... Ela ainda viajou aos EUA em 1932, ano do centenário do nascimento de Charles Dodson, onde recebeu o Doutorado de Honra da Literatura. Ela faleceu em 1934 aos 82 anos. O manuscrito original foi mais tarde doado a British Library, onde permanece até hoje. (fonte: Wikipédia).

Nota: Caros leitores só porque não gostei do livro não significa que não goste da história. Então não deixem de ler no próximo post a resenha do filme baseado na obra, a opinião é totalmente ao contrário.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cine Pipoca: O Aprendiz de Feiticeiro

Ficha Técnica:
Título original: (The Sorcerer's Apprentice)
Direção: Jon Turteltaub
Roteiro: Doug Miro e Carlo Bernard
Gênero: Aventura e Fantasia
Elenco: Nicolas Cage, Jay Baruchel, Alfred Molina, Monica Bellucci.
Sinopse: Balthazar Blake (Nicolas Cage) é um feiticeiro que recide em Manhattan. Para defender sua cidade de seu maior inimigo, Maxim Horvarth (Alfred Molina), ele recruta um jovem, Dave Stutler (Jay Baruchel) para ser seu aprendiz. Balthazar inicia um curso com o jovem Dave para ensinar as habilidades da ciência da magia. O Plano de Balthazar é unir poderes para proteger sua cidade, e o jovem terá um papel importante na luta incessante contra seu inimigo.

"A Disney mais uma vez lança um filme para sustentar o mundo de magia que a cerca. Em O Aprendiz de Feiticeiro, eles usam a mesma formúla que utilizam para os contos de fadas. Era uma vez... e com um final E viveram felizes para sempre.  
O longa é baseado no clássico Fantasia, tanto que há uma homenagem no filme, na cena em que Mickey abusa de seus poderes, utilizando panos e vassouras para limpar a casa de Merlin.

Dave é apenas uma criança quando tudo começa a mudar em sua vida, ela tenta ganhar o coração da menina por quem é apaixonado, mas o bilhete que ele lhe envia para saber se ela é sua namorada ou amiga é levado pelo vento, e ele tenta alcançá-lo, mas vai parar em uma loja de antiguidades
Na loja ele encontra Balthazar Blake, que vê na "coincidência" do menino estar ali a chance de encontrar o primeiro merliano, seu sucessor nas artes da feitiçaria iniciadas pelo seu mestre, o próprio Merlin. 
A única forma de saber se Dave é o escolhido é colocar no seu dedo um anel de dragão. Pois há muitos e muitos anos Blake procura o primeiro merliniano
O artefato metálico logo se enrola no dedo do garoto e ali ele se instala. Antes que Balthazar explique ao garoto ele sai um momento e Dave abre sem querer o receptáculo e libera Maxim Horvath . Em uma luta de explosões e fogos Maxim e Balthazar ficam aprisionados.
Dave consegue escapar por pouco, mas o trauma de ter visto tudo aquilo lhe atormenta o resto da infância. Passados dez anos, ele está na faculdade, é um típico nerd e reencontra o seu grande amor, Becky Barnes. Mas não para por aí, voltam à sua vida também Balthazar e Horvath. Dave começa a aprender os truques de magia. Tendo que aceitar seu destino de mago, eles precisam encontrar o receptáculo onde Morgana está aprisionada, para que ela não destrua o mundo. 

O que realmente se destaca nesse filme são os efeitos especiais e a lutas mágicas bem interessantes como as águias metálicas e o touro de ferro de Wall Street, com destaque para a rápida luta dos heróis contra um mago asiático e um dragão incrivelmente real.
O que deixou a desejar foi a falta de coerência no roteiro. Mas o elenco é ótimo,  Baruchel, magrelo e desengonçado, combina com o Dave, um atrapalhado nerd estudante de física. Nicolas Cage está divertido e Alfred Molina está  agradável, na pele do principal antagonista.
O filme conta ainda com uma boa trilha sonora e um visual exuberante. 
Só não  ficou melhor no fato de ter tido vários roteiristas, acredito que isso tenha causado o desastre do filme, já que foi detonado pela crítica. Independente da crítica, eu gostei bastante.
O Aprendiz de Feiticeiro é um filme sem muitas pretensões e expectativas. Não chega a conquistar, mas é um ótimo entretenimento, principalmente para os fãs de fantasia e aqueles que querem assistir um filme no domingo ou uma versão Sessão da Tarde."

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

The Silver Kiss (O Beijo de Prata) - Annette Curtis Klause

Sinopse: Zoe tem dezesseis anos e está passando por uma faze difícil: sua mãe está morrendo de câncer, e o pai parece tê-la excluído do hospital ao lado da mãe. Ninguém se atreve falar com Zoe sobre a tragédia na família, e ela acaba isolada pela dor.Então ela encontra o atraente e enigmático Simon, (“Seus olhos são escuros, cheios de selvageria e estrelas”) que possui a estranha habilidade de saber dos sentimentos dela. Depois de uma série de encontros noturnos Zoe descobre que Simon é um vampiro, mantido vivo pela sede de vingança da morte da mãe, três séculos antes. Atraída por ele, em um sentimento de empatia carregada tanto de desejo e medo, Zoe concorda em participar de um esquema perigoso para prender o assassino sobrenatural de mãe do Simon.Os dois sairão desse encontro, capazes de sofrer e conhecer melhor sobre suas perdas.


A garganta dela começou a pulsar com vida perto de sua boca e ele sentiu-se atordoado com o aroma suave e quente. Tratou de controlar-se, mas não pôde: ela estava muito perto, disponível. As presas saíram de sua boca.
- Acredite nisto – suspirou e beijou-lhe a nuca brandamente. - E nisto, e nisto.
Então ela recebeu o beijo agudo, o beijo de prata, rápido, verdadeiro, tão cortante como uma navalha e ele se impregnou do calor dela. Sentiu como ela entrava em seu corpo, cálida e doce. (fragmento)


"Annette Curtis Klause não para de me surpreender. Quando li Blood & Chocolate, simplesmente odiei, mas a história não foi previsível. E autora usou a mesma fórmula para The Silver Kiss, apresentando uma história triste, com momentos assustadores, mas que serve como uma metáfora para a vida.

A vida de Zoë está caindo aos pedaços, sua mãe está morrendo de câncer e sua melhor amiga, Lorraine, terá que ir morar em outra cidade. Ela ainda não sabe lidar com essa fase terrível ao qual está passando. 
Uma noite no parque sem querer ela conhece Simon, um rapaz misterioso e belo que surge inesperadamente na sua vida. Sentido-se só ela se sente atraída por ele, mas a raiva que sente é mais forte do que essa atração e logo é deixada de lado.
Mas Simon é insistente, pois ele se encantou por Zoe, mas ela não confia nele, apesar dele ser encantador, ele é um tanto sombrio.
Além disso, mortes estranhas estão acontecendo na cidade, mulheres são encontradas mortas, seus pescoços dilacerados e não há sangue em seus corpos.
Após ver um cena desagradável de Simon, Zoe desconfia que ele seja o assassino, mas os dois estão ligados por algo mais forte. E isso acaba aproximando os dois e ela vem a descobrir tudo sobre o misterioso Simon, ambos se unem ajudam um ao outro em seus problemas.

O livro traz uma história assustadora, mas muito diferente daquilo que estamos acostumados a ler sobre os vampiros na atualidade. Tendo como tema central a morte.
Simon é assustador, mas não chega a tanto. Ele tem alguns aspectos dos vampiros tradicionais, se transforma em névoa, odeia o que é, mas não se alimenta de humanos e sim de animais, e encontra uma garota que pode fazer com que deixe de ser um monstro.  
Zoe é bela e solitária, esperta e corajosa, está presenciado aos poucos a morte da mãe. Ela é o doce sopro quente de verão para alguém que só sabe odiar o que é. E demonstra em suas atitudes com o coração.
Simon e Zoe formam a saudade e a solidão, apesar do relacionamento diferentes deles, quando estão juntos eles tem esperança e serenidade, e se sentem seguros.
A escrita foi trabalhada de forma simples tendo como perspectivas a vida de Simon e Zoe. Essa mudança não alterou em nada os pontos que a autora quis transmitir. Simon só aparece na vida de Zoe, no momento certo, quando está solitária, e com raiva de tudo e de todos. 
O suspense foi colocado nos momentos certos e o suficiente até o fim do enredo. O final é muito triste e bonito ao mesmo tempo.
O leitor começa a ler achando que irá ter uma noção do que vai acontecer no final, mas a autora muda os rumos de uma hora para outra, as surpresas não são tantas, mas há o suficiente para deixar o leitor de boca aberta e no fim dizer: isso realmente faz sentido.
Apesar do vampiro se alimentar de animais, não há a mais remota comparação com Crepúsculo, é realmente muito diferente.  E o mais interessante é que Zoe tem que lidar com a mãe doente, e não com problemas de auto estima e momentos obsessivos de paixão. Além de sentir medo e desconfiança de alguém tão diferente. Mostra também o lado mais real da vida, que é aceitar quando alguém que amamos muito está prestes a nos deixar e termos que lidar com essa perda. 
Quem não gosta de histórias tristes, não leia. Mas quem não se importa, fique a vontade, é realmente uma boa leitura."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Princesa Sob Os Refletores - Meg Cabot

Sinopse: Em "O Diário da Princesa", Mia, uma típica adolescente de Nova York, descobre de uma hora para outra que é a herdeira do trono da Genovia e sua vida vira de cabeça para baixo. Agora, ela recebe outra notícia bombástica: sua mãe está grávida de seu professor de álgebra. Ainda em choque com a novidade, Mia nem imagina o que a espera pelos próximos dias...

"Já pensou em acordar e um dia descobri que você é uma princesa? Com certeza muitas meninas adolescentes já sonharam com isso, principalmente ao ver aqueles filmes a lá Cinderela. Mas esse não é o Caso de Mia, ela realmente não acha a idéia de ser princesa tão interessante assim. Pois parece que quando tudo vai melhorar começa a vida de Mia começa a ficar de cabeça para baixo novamente.

A Princesa Sob os Refletores, dá continuidade ao best seller O Diário da Princesa. Este novo romance conta novas aventuras da esperta e engraçada Mia Thermopolis.
Depois de muitas loucuras na sua vida, Mia acredita que as coisas estão voltando ao normal, bom quase normal, já que agora ela sabe que é herdeira de um trono em um lugar na Europa chamado Genóvia.
Ela continua tendo aulas de bons costumes com a avó aristocrata Grandemère, a qual ainda não consegue dizer não. Quando ela pensa que a única tortura da sua vida é a avó, ela descobre que sua mão está grávida. E pior, do seu professor de álgebra, o Sr. Gianini. Ela tem quase um surto, mas é muito breve e começa a se preocupar muito mais com o seu novo irmãozinho (ou irmã) do que a sua própria mãe.
Para piorar suas preocupações, é informada que será a atração principal de um dos programas de entrevista mais populares dos Estados Unidos. Ela tem tanto pavor que no dia da entrevista fala coisas que não deveria falar e acaba causando alguns probleminhas.
E para quase realizar o sonho dela - ter um namorado - aparece um admirador secreto, ela deseja imensamente que seja Michael, o irmão de sua melhor amiga Lilly. Mas ela acredita que sonhar demais não causa nenhum dano certo?

A nova história de Meg Cabot continua com o texto voltado ao público adolescente. Mia continua muito divertida, em crise e super vegetariana. Com novos problemas na cabeça e uma vida mais agitada do que antes.
Adorei ela mencionar que o filme preferido dela era Dirty Dancing- Ritmo Quente, também amo demais, e nossa imagina se eu tivesse um amigo que fizesse todos os meus exercícios de cálculos que nem o Kenny faz pra ela em biologia? As viagens que ela tem se seu admirador secreto é demais. 
Este romance é tão leve que acaba sendo obrigatório para todas as idades. Garantirá algumas horas de muitas risadas. Adorei!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cine Pipoca: A Origem

Ficha Técnica:
Título Original: Inception
Gênero: Ficção Científica
Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Hardy, Tom Berenger, Michael Caine, Lukas Haas
Roteirista: Christopher Nolan
Direção: Christopher Nolan
Sinopse: Don Cobb (Leonardo Di Caprio) é especialista em invadir a mente das pessoas e, com isso, rouba segredos do subconsciente, especialmente durante o sono, quando a mente está mais vulnerável. As habilidades singulares de Cobb fazem com que ele seja cobiçado pelo mundo da espionagem e acaba se tornando um fugitivo. Como uma chance para se redimir, Cobb terá de, em vez de roubar os pensamentos, implantá-los. Seria um crime perfeito, mas nenhum planejamento pode preparar a equipe para enfrentar o perigoso inimigo que parece adivinhar seus movimentos. Apenas Cobb é capaz de saber o que está por vir.

"Você já conseguiu sonhar e perceber nesse sonho que você pode manipula-lo de acordo com a sua própria vontade? Provavelmente não acontece com muita gente, mas eu sei como é que é, porque várias vezes já me aconteceu de saber que estava sonhando e poder manipulá-lo do jeito que eu queria. Manipulações de sonhos é o que você encontrará em A Origem.
Christopher Nolan (de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) não é um homem de criar idéias simples, em seu mais novo filme ele trabalha em uma ficção científica de ação que ocorre na arquitetura da mente.

DiCaprio vive Cobb, um especialista em entrar nos sonhos alheios para roubar informações. Ele se envolve em um trabalho para roubar informações de Saito, mas infelizmente seus planos não dão certo e ele se mete em mais um problema, pois ele já tem um que o impede de voltar aos EUA. Saito lhe propõe um trabalho em troca de sua liberdade. Ele quer que Cobb insira uma idéia na mente de seu concorrente, Fischer. Apesar de alguns de seus amigos dizerem que é impossível, Cobb diz que pode fazer.
Assim ele começa a juntar sua equipe: seu parceiro de sempre Arthur, Eames, que personifica pessoas em sonhos, Yusuf, um químico e Ariadne, a arquiteta que deve construir o lugar onde o sonho se passará. Eles devem ajudar Cobb a plantar a idéia, pois é uma idéia complicada pois não sabem o que encontrarão na cabeça de Fischer, além desse detalhe há a presença de Mal, a esposa de Cobb, que invade os sonhos e sempre acaba atrapalhando Cobb.

Um sonho dentro de um sonho dentro de outro sonho, é a explicação mais simples para entender A Origem. O filme  é complicado, exigindo a máxima atenção do telespectador, para poder seguir os fios que vão tecendo a história senão não compreende.
Ele passa as vezes de uma forma sutil e outras até explicita várias mensagens. Os sonhos são tratados de formas complexas e até mesmo como forma de escape para quem está cansado do nosso mundo.
O filme passa duas histórias, a trama de um homem dominado pelo poder e deseja fazer com que seu inimigo não avance, nesse parte tem muita ação, adrenalina, intrigas,  e relata um pouco como os sonhos atuam no nosso subconsciente demonstrando várias explicações lógicas, fazendo o espectador acreditar que tudo o que acontece no filme pode ser possivel (eu acredito que possa), como invadir os sonhos dos outros.
E o tema mais emocional é abordado através de Cobb, que vive em conflito consigo mesmo por acreditar que foi o responsável por implantar uma idéia na mente da esposa. Através da esposa de Collins é mostrada a insatisfação com o nosso mundo real, tanto que ela construiu uma vida nesse mundo de sonhos, um mundo do jeito dela e de Collins, sem intromissões, sem preocupações, tanto que quando ela volta a verdadeira realidade passa a acreditar que esse mundo real não é o verdadeiro, mais sim o anterior. Isso pode ser interpretado de várias maneiras numa sociedade em que alguns vivem mais nos sonhos do que na realidade, tanto que são capazes de tirar a própria vida por não aguentarem as pressões que a realidade muitas vezes pode ocasionar.
Além de uma boa história, há ótimas atuações - Leonardo Dicaprio não precisa mais provar que é realmente um maravilhoso ator, e sua atuação nesse filme está impecável -, boas tomadas e ótimos efeitos visuais, além de ter otimas explicações de como os sonhos funcionam. Ele é tenso, criativo, intrigante, magnético. Para quem quer assistir a um filme inteligente, fica a dica. Ele é excelente!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Vampire Kisses: Beijos de Vampiro - Livro 1 - Ellen Schreiber

Sinopse: Novos moradores sempre causam impacto quando chegam a uma cidade pequena. Ainda mais se vão morar em uma velha mansão abandonada, que todos juram ser mal-assombrada. Quem são, ou melhor, o que são eles? Poderiam ser vampiros? Raven, uma garota de 16 anos, louca pelas criaturas das trevas, gostaria muito que isso fosse verdade. E ela gostaria de saber o que poderia acontecer caso o lindíssimo filho dos forasteiros a beijasse. 

"O que é mais interessante em histórias de vampiros é que na nossa atualidade os autores podem modificá-los de acordo com sua própria vontade, alguns vão gostar e outros não. Mas quem curte a mitologia vampírica sabe que existe diversos tipos de vampiros. Mas a Ellen Schreiber decidiu deixá-los em suas formas clássicas.

Raven é uma menina de 15 anos e que logo irá completar 16. Mora em Dullsville e é a única garota diferente na cidade.
Quando nasceu seus pais eram hippies, ele viveram no mundo paz e amor até que nasceu Billy, o Garoto Nerd, como Raven costuma chamá-lo, então a sua família mudou para um estilo mais sofisticado, o estilo que todos adoram em Dullsville.

Porém Raven desde pequena é diferente da maioria, tão diferente que um dia sua professora perguntou o que ela gostaria de ser quando crescesse ela respondeu: Uma Vampira!
Raven tem uma única amiga Becky que defende com unhas e dentes, um inimigo chamado Trevor, o carinha popular do colégio que não larga do seu pé, sempre debochando do seu estilo vampiro gótico, a aberração da cidade.

Raven levava essa vida tranquila quando um dia o único lugar que ela acha legal da cidade - a mansão mal assombrada - está ocupada por alguém.
No dia do Halloween ela vai a mansão e consegue conhecer o mordomo. E posteriormente o seu Príncipe Gótico, a qual é muito lindo. Rumores começa a surgir de que a família que mora na mansão seja de vampiros, apesar do que Raven sente por seu príncipe, ela está disposta a descobrir se isso é verdade, mesmo que acabe magoando-o.

Quando lemos algum livro onde tem uma menina gótica, ela é sempre super deprimida, insegura e infeliz. Mas Raven, não é nada disso, ela tem auto estima, ama o que é. Ela é quase um membro da família Adams, e não está nem aí para o que os outros pensam, quanto mais provocam, mais ela adora.

Raven é inteligente, sagaz, divertida, sarcástica e irônica. Não tem como não gostar da garota. Além disso é super fã dos vampiros, super obcecada até.
O enredo conta mais sobre a vida de Raven até ela conhecer o garoto gótico. Não há muito romance nesse primeiro livro, apenas o suficiente, e tem muitas tiradas super divertidas.

Nota-se claramente que a autora é muito fã dos clássico de vampiros de Anne Rice e Bram Stoker, os dois são citados no livro. Ela deixou os vampiros como surgiram nas lendas, não aparecem em espelhos, não saem de dia. O mistério fica para o garoto gótico, não foram apresentados muitos fatos, deixando o leitor curioso para ler o próximo livro.

Já tem o primeiro livro publicado aqui no Brasil, mas eu gostei mais da capa original. O livro é muito bom, gostei demais, quero muito ler o próximo."